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Faz apenas 3 meses que comecei no novo trabalho e já estou isolado. Não durmo nem como direito. Sinto uma dor no estômago, aquela sensação de barriga vazia e um bolo na garganta que torna difícil engolir qualquer alimento. Sapos, engulo o dia todo, afinal o ser humano é rancoroso e retributivo. Se passo imagem de antisocial, mal-humorado, desagradável, pessimista, derrotista e outros mais (a lista é grande), os colegas não perdoam e escuto pérolas de mal-criação e desrespeito pouco importando a idade que tenho. Nem a isso prezam ou preservam e tome-lhe lenhada todo dia, a toda hora. Sem contar o isolamento que não consigo a consideração sequer de caminhar em grupo na hora do almoço. Quando vejo estou sozinho com grupos a minha frente e atrás de mim. Não importa se aperto o passo ou ando mais lento, a exclusão é evidente. Eu também faria o mesmo, coisa mais chata conviver comigo, faz mal ao fígado, faz mal pro baço.

Tá muito difícil de aguentar e não vejo como reverter o quadro. Continuo escondendo e fingindo para todos que passo e sofro com um grande problema e apesar de admirar a capacidade profissional e a facilidade de se relacionarem, fico perplexo com a incapacidade de notarem que há algo de errado comigo, que me faz agir como um mala, mas não notam que o tempo todo me sinto um merda.

Não, não há julgamento errado da minha parte ou percepção distorcida da realidade. Não, não é uma dúvida, é uma afirmativa. Provas eu tenho toda hora, exemplo? Ainda agora todos foram assistir ao jogo de futebol do time que sabem que é meu favorito. Perguntaram se eu iria, como perguntam pra todos, o que não existe é a insistência para que eu fosse, ou interesse para que eu desse um motivo ao ter dito não. Prova eu tenho ao ficar numa mesa por 2 horas em silêncio, só pra ver se alguém puxa assunto e nada acontece. Entro mudo e saio calado.

Vontade de morrer não tenho mais, tenho desejo! Até a próxima postagem, ou não.

 

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